Uni duni Ler Todas as Letras é um projeto de incentivo à leitura voltado principalmente para bebês e idosos. Tem patrocínio do Fundo de Apoio à Cultura – FAC, da Secretaria de Cultura do Governo do Distrito Federal e vai realizar, gratuitamente, leituras públicas, rodas de histórias e cantigas e oficinas com a participação de escritores, ilustradores e contadores de história.


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Leitura sensorial, um mundo de possibilidades, muito além do que se pode ver!

No segundo vídeo da série de quatro produzidos durante os eventos do III Festival Itinerante de leitura Uniduniler todas as letras ( Festival patrocinado pelo Fundo de Apoio à Cultura do DF – FAC), um pouco do que vivemos com as leituras sensoriais. Nas duas primeiras edições, elas aconteceram com bebês cegos ou com baixa visão, atendidos no Centro de Ensino Especial para Deficientes Visuais – CEEDV. Em 2016, nosso desafio foi levar as leituras partilhadas para um grupo de DVs adultos. Não seria tão simples, pois o livro gigante, usado, nas leituras com os bebês cegos, com recursos que ativam os outros sentidos é muito infantil e não serviria para os adultos. A saída foi buscar ativar a memória e no grupo do DV na trilha, DVs que pedalam em trilhas, conduzidos por pessoas com visão normal inverter um pouco a lógica do que acontece no projeto, os condutores sempre conduzindo e os Dvs, sempre sendo levados, sendo conduzidos. Partindo das memórias e da leitura feita por um DV de um livro em braile, chamado O livro negro das cores, com todos os condutores e mesmo os escritores convidados do Festival, vendados, fazer com que a imaginação e as descobertas sensoriais provocadas pela leitura conduzisse a viagem de cada um. Ficou curioso? Clique Aqui e confira você também!


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Primeiro documentário sobre o III Festival Itinerante de Leitura Uniduniler Todas as Letras mostra que Leitura e Brincadeira tem tudo a ver!

Uma revoada de pipas poéticas, muitas leituras, bebês, crianças, famílias inteiras, em creches, escolas, hospitais e casas de acolhimento descobrindo a alegria das leituras partilhadas. No primeiro mini documentário da terceira edição do Festival Itinerante de Leitura um pouco do que vivemos com o Uniduniler Todas as Letras em 2016! Aqui!


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Concluída mais uma edição do Festival Itinerante de Leitura!

Foram 20 ações em 12 Regiões Administrativas do DF. Com patrocínio do Fundo de Apoio à Cultura da Secretaria de Cultura.  Ao longo de 2016, o Uniduniler todas as letras – III Festival Itinerante de Leitura levou livros, emoções, música e histórias a creches, hospitais, lares de acolhimento de idosos e  de pessoas com necessidades especiais. Esteve também pela Casa Abrigo, onde estão mulheres e crianças vítimas de violência, realizou ações leitoras com bebês, com os deficientes visuais do Projeto DV na trilha e por onde passou, deixou a semente das leituras afetivas que podem ser partilhadas sempre! Provou que ler não tem nada de chato e pode ser sim muito, muito divertido! O Festival, que desde a primeira edição realiza a revoada poética com balões e pipas recheados de poemas e trechos de livros, este ano inovou com as pipas poéticas criadas por escritores e ilustradores convidados do Festival e também por leitores que descobriram que não é só a imaginação que voa quando a gente abre um livro. Terminamos mais um Festival com aquele gostinho de quero mais que tem em tudo o que é bom! E com algumas imagens dos nossos melhores momentos, vamos torcer para que em 2017 seja possível realizar a quarta edição do FIL! A todos que fazem parte dessa história, o nosso carinho e a nossa gratidão!

 

 


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Festival leva alegria, música e histórias a deficientes abandonados pelas famílias

Não há deficiência física ou neurológica que limite o amor. Com os olhos, com os sorrisos, com a voz e gestos, mesmo que incontrolados, eles respondiam a cada acorde do violão, ao som da voz afetiva que contava histórias, à melodia das canções que tocavam os corações. Lá, não havia pacientes, muito menos abandonados. No reino da imaginação,que se instalou na Vila do Pequenino Jesus, todos tinham asas e voavam alegres e livres.

A última ação do III Festival Itinerante de Leitura, nesta sexta (16) foi mais que especial. A atmosfera era de puro carinho, tanto dos cuidadores, quanto dos internos. Amor que chegou até nós, promotores do evento, emocionando, como sempre, mas com tamanha intensidade que nos cativou. Queremos e vamos voltar!


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Grupo Ativar Terceira Idade compartilha emoções em encontro do Festival

Do varal de palavras saiam as inspirações que iam buscar lá no fundo das lembranças resgatar histórias. Algumas enchiam a caixinha de guardar o tempo de lágrimas, outras, de risos, outras, de saudades. A amiga de infância, as comidinhas lá da terra natal, as estripulias da meninice, o primeiro beijo, a falta que a mãe faz. A cada recordação, emoções compartilhadas e reconhecidas como próprias. Na leitura do outro e dos livros, a releitura da própria vida.

Assim, os idosos do Grupo Ativar Terceira Idade, participaram do encontro promovido pelo III Festival Itinerante de Leitura neste domingo (11), no Condomínio Jardim Botânico VI. A partilha de momentos de profundos e intensos marcou o evento. As dores pela perda de entes queridos, das palavras não ditas, dos sonhos não realizados, do perdão que não pôde ser concretizado dividiram espaço com as doces memórias do início de namoro, do tempo em que os filhos eram pequenos, das peripécias da juventude.

Com a sabedoria de quem viveu tempo suficiente para amadurecer, reconheceram, ao fim, que tudo faz parte da vida e que tudo passa. E o que importa, de verdade, é viver com alegria e gratidão.


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Tudo o que cabe em um livro e mais um pouco

Cabe juramento de infância eterna, botija fantasma cheia de pataca de ouro, gato almirante, general, máquina de lavar roupas, pato, gato, porco, lobo, vaca e uma campainha bem barulhenta? O que cabe dentro de um livro?

Além de muitas histórias, as crianças da Escola Parque 308 Sul descobriram nesta quinta-feira, que, dentro de um livro, cabe imaginação, sonho, fantasia, determinação, amor. Primeiro descobriram que todas as crianças nascem sabendo desenhar. O problema é que quando vai ficando adulta, vai esquecendo… Quem disse isso foi o Ítalo Cajueiro, ilustrador que mostrou que é possível desenhar quase tudo usando formas geométricas simples, como bolinhas.

Natalia Calamari, Rodrigo Mafra, Romont Willy e Adriana Nunes também mostraram para os pequenos que há muitas formas de escrever histórias com desenhos. Enquanto os escritores liam suas histórias, eles ilustraram, ao vivo, suas concepções. Os resultados encantaram os expectadores.

Depois, eles descobriram que ler não pode ser uma obrigação. Com João Bosco Bezerra Bonfim, perceberam que o cordel é um jeito rimado de contar qualquer história, inclusive as mal assombradas. Ele contou Botija Encantada, que arrepiou os cabelinhos do braço e atrás da orelha por conta de uma panela de pataca de ouro que precisava ser encontrada pra dar sossego à alma penada.

Depois riram com Adriano Siri e sua história maluca do gato almirante escondido debaixo da máquina de lavar que transformou o pai em um general em alto mar. Só lendo pra entender…

A molecada brincou de ler com o Tino Freitas e sua casinha minúscula que cabia pato, gato, porco, lobo e até uma vaca pintada. Quem quer brincar comigo? Então corre, antes que alguém mais toque a campainha.

Pra finalizar, uma surpresa: a mais nova escritora do pedaço: Luiza Roscoe Cavalcante. A mamãe coruja, Alessandra Roscoe, contou a história que Luiza escreveu para o livro Filhos de Peixe, com textos de crianças filhas de escritores. Pausa para o momento emoção.

Assim, todas as crianças descobriram que num livro cabe muito mais do que se imagina e que, além de nos levar para lugares incríveis, também serve para divertir, brincar, colorir, seduzir. Também descobriram que podem, simplesmente, passar para o outro lado e, contar suas histórias com palavras ou desenhos e encantar a todos com sua realidade criativa.


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Fortes emoções marcam etapa do Festival na Associação de Idosos da Vila Planalto

Muitas lágrimas, sorrisos e abraços marcaram o encontro do Festival Itinerante de Leitura na Associação dos Idosos da Vila Planalto neste domingo. As pioneiras da nossa capital encheram a Caixinha de Guardar o Tempo de memórias da época da construção da cidade. Lembraram, saudosas, dos amigos, maridos e conhecidos que já se foram. Lamentaram as injustiças e os silêncios que mantiveram por tantos anos. Riram das lembranças boas que, apesar de tudo, permaneceram.

Dona Domingas, criada na Vila Amaury, a Atlântida do Cerrado, inundada pelas águas que encheram o Lago Paranoá chorou a morte do abacateiro plantado no antigo acampamento por sua amiga e vizinha, já falecida. Segundo ela, os militares fuzileiros navais instalados na região atearam fogo nos restos da árvore nas frequentes limpezas que fazem no terreno em frente a sede. A história da planta refletia, de acordo com ela, a própria história, onde a esperança teimava de brotar de novo, apesar de tantos golpes sofridos.

A lição do abacateiro e da Força da Palmeira, de Anabella López, sentida na pele por Dona Domingas e suas companheiras, é para todos. Pois como dizia o grande mestre Guimarães Rosa, “o que a vida quer da gente é coragem”.