Uni duni Ler Todas as Letras é um projeto de incentivo à leitura voltado principalmente para bebês e idosos. Tem patrocínio do Fundo de Apoio à Cultura – FAC, da Secretaria de Cultura do Governo do Distrito Federal e vai realizar, gratuitamente, leituras públicas, rodas de histórias e cantigas e oficinas com a participação de escritores, ilustradores e contadores de história.


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Tudo o que cabe em um livro e mais um pouco

Cabe juramento de infância eterna, botija fantasma cheia de pataca de ouro, gato almirante, general, máquina de lavar roupas, pato, gato, porco, lobo, vaca e uma campainha bem barulhenta? O que cabe dentro de um livro?

Além de muitas histórias, as crianças da Escola Parque 308 Sul descobriram nesta quinta-feira, que, dentro de um livro, cabe imaginação, sonho, fantasia, determinação, amor. Primeiro descobriram que todas as crianças nascem sabendo desenhar. O problema é que quando vai ficando adulta, vai esquecendo… Quem disse isso foi o Ítalo Cajueiro, ilustrador que mostrou que é possível desenhar quase tudo usando formas geométricas simples, como bolinhas.

Natalia Calamari, Rodrigo Mafra, Romont Willy e Adriana Nunes também mostraram para os pequenos que há muitas formas de escrever histórias com desenhos. Enquanto os escritores liam suas histórias, eles ilustraram, ao vivo, suas concepções. Os resultados encantaram os expectadores.

Depois, eles descobriram que ler não pode ser uma obrigação. Com João Bosco Bezerra Bonfim, perceberam que o cordel é um jeito rimado de contar qualquer história, inclusive as mal assombradas. Ele contou Botija Encantada, que arrepiou os cabelinhos do braço e atrás da orelha por conta de uma panela de pataca de ouro que precisava ser encontrada pra dar sossego à alma penada.

Depois riram com Adriano Siri e sua história maluca do gato almirante escondido debaixo da máquina de lavar que transformou o pai em um general em alto mar. Só lendo pra entender…

A molecada brincou de ler com o Tino Freitas e sua casinha minúscula que cabia pato, gato, porco, lobo e até uma vaca pintada. Quem quer brincar comigo? Então corre, antes que alguém mais toque a campainha.

Pra finalizar, uma surpresa: a mais nova escritora do pedaço: Luiza Roscoe Cavalcante. A mamãe coruja, Alessandra Roscoe, contou a história que Luiza escreveu para o livro Filhos de Peixe, com textos de crianças filhas de escritores. Pausa para o momento emoção.

Assim, todas as crianças descobriram que num livro cabe muito mais do que se imagina e que, além de nos levar para lugares incríveis, também serve para divertir, brincar, colorir, seduzir. Também descobriram que podem, simplesmente, passar para o outro lado e, contar suas histórias com palavras ou desenhos e encantar a todos com sua realidade criativa.


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Fortes emoções marcam etapa do Festival na Associação de Idosos da Vila Planalto

Muitas lágrimas, sorrisos e abraços marcaram o encontro do Festival Itinerante de Leitura na Associação dos Idosos da Vila Planalto neste domingo. As pioneiras da nossa capital encheram a Caixinha de Guardar o Tempo de memórias da época da construção da cidade. Lembraram, saudosas, dos amigos, maridos e conhecidos que já se foram. Lamentaram as injustiças e os silêncios que mantiveram por tantos anos. Riram das lembranças boas que, apesar de tudo, permaneceram.

Dona Domingas, criada na Vila Amaury, a Atlântida do Cerrado, inundada pelas águas que encheram o Lago Paranoá chorou a morte do abacateiro plantado no antigo acampamento por sua amiga e vizinha, já falecida. Segundo ela, os militares fuzileiros navais instalados na região atearam fogo nos restos da árvore nas frequentes limpezas que fazem no terreno em frente a sede. A história da planta refletia, de acordo com ela, a própria história, onde a esperança teimava de brotar de novo, apesar de tantos golpes sofridos.

A lição do abacateiro e da Força da Palmeira, de Anabella López, sentida na pele por Dona Domingas e suas companheiras, é para todos. Pois como dizia o grande mestre Guimarães Rosa, “o que a vida quer da gente é coragem”.


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Histórias, cantigas e desenhos alegraram crianças do CEI 04 de Taguatinga

No sábado (29), as crianças do Centro de Educação Infantil número 04 de Taguatinga puderam prestigiar, de pertinho, as canções e histórias de Alessandra Roscoe e Silvio Costta e as ilustrações de Anabella López.

Em um encontro animado, os pequenos desfrutaram de leituras agradáveis, músicas divertidas e puderam ver, ao vivo, como são feitos os desenhos que completam as narrações.

Os bebês também foram contemplados no evento e apreciaram a leitura sensorial do livro gigante O Jardim Encantado. Sentiram o aroma das flores, a textura da grama, ouviram os sons melodiosos dos insetos e puderam passar debaixo do arco-íris mágico que enfeita o conto.

No final, as crianças prometeram, junto com Silvio Costta que quando crescerem serão, apenas, grandes. As mães, pais e professores juraram nunca deixar de ler e de contar histórias para encantar os coraçõezinhos.


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Festival leva Anabella López e Silvio Costta para visitar crianças do CEPI Aroeira em Brazlândia

Enquanto Silvio Costta fazia as crianças gargalharem com suas histórias de cozinheiro maluco, de pai que vira bicho e de macacadas que não paravam mais, a ilustradora Anabella López usava sua criatividade para representar nos desenhos, ao vivo, toda a narração do escritor. A cada livro diferente, uma arte nova se criava nas telas.

Numa salinha reservada, Alessandra Roscoe encantava os bebês com seu livro gigante recheado de atrações sensoriais. Teve até dança em cima do jardim de girassóis.

A tarde incomum trouxe muita alegria para os pequenos do CEPI Aroeira, em Brazlândia hoje (28). Não precisa nem dizer que ninguém queria ir embora depois de tanta festa!


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Caravana literária visita a Bibliotoca dos Roedores de Livros, na Ceilândia

O Uniduniler todas as letras – III Festival Itinerante de Leitura, projeto patrocinado pelo FAC, Fundo de Apoio à Cultura, hoje foi para o Shopping Popular da Ceilândia encontrar os leitores do Roedores de Livros. Foi uma tarde muito especial! Com direito a leituras, brincadeiras, conversas e a descoberta de que todos temos uma alma desenhadora em nós! A super querida Anabella López, escritora e ilustradora das mais talentosas, desembarcou na Bibliotoca dos Roedores para apresentar nossa coleção Bicho Não (Editora Edelbra), seu livro A Força da Palmeira (Pallas) e fazer uma oficina de ilustração.

Claro que o tema foram os Bichos: da água, da terra e do ar e, pra animar, encerramos com muitos trinômios fantásticos! Querem saber o que são trinômios fantásticos? Ah essa é uma história que os Roedores prometem contar e ESCREVER nos próximos encontros! Eu e a Anabella já estamos ansiosas por cada uma das histórias! Obrigada pela acolhida, Alexandre Brito e Roedores. Obrigada Ana Paula Bernardes e Tino Freitas!


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Conheça Silvio Costta: escritor convidado para as ações da segunda etapa do III FIL

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UniDuniLer: Quem é Silvio Costta? É mais escritor, filósofo, músico ou contador de histórias? 

Silvio Costta: Uma mistura dos quatro. Pesquiso e procuro a razão enquanto filósofo, transformo histórias enquanto escritor, me inspiro com a música e faço do lúdico a cobertura da salada.

UniDuniLer:  Como essas artes se entrelaçam nas suas obras?

Silvio Costta: Minhas obras sempre tentam questionar algo; trabalho da filosofia. Necessito imprimir constantemente uma espécie de beleza e leveza nas coisas que escrevo ou em minhas músicas e contações.

UniDuniLer:  Suas histórias são marcadas por uma dose de humor. Por que é importante que o livro infantil seja engraçado?

Silvio Costta: Acho que o humor dá sempre uma certa leveza ao texto; mesmo no sentido poético; através da rima. De modo que o jeito, “engraçado”, generaliza essas sutilezas.

UniDuniLer:  Como foi que se iniciou a sua caminhada no universo da literatura infantil?
Silvio Costta: Fiz jornalismo pensando em ser escritor, jamais me imaginei numa carreira jornalística. As coisas aconteceram naturalmente. Quando notei, já estava envolvido em teatro infantil escrevendo peças e atuando como bonequeiro e músico. A literatura foi o passo seguinte. Sempre digo que aconteceu pelo excesso de histórias que habitavam minha cabeça.
UniDuniLer:  Qual é, na sua avaliação, a principal característica de uma boa história para crianças?

Silvio Costta: Emoção que leve ao reconhecimento de si; o jeito de contar.

UniDuniLer:  Na sua infância, como era a sua relação com os livros?

Silvio Costta: Em casa nunca fomo leitores. Uma de minhas irmãs começou a ler ainda na adolescência e, de certo modo, me influenciou. Comecei a ler mais tarde; antes lia os livros escolares com seus textos enxutos ou leituras obrigatórias, meus pais não tinham uma plena noção da importância da leitura; claro que, pelo modo como foram criados também.

 
UniDuniLer:  Que recado você dá pra essa criançada de hoje que curte ler?

Silvio Costta: Leia de tudo; descubra do que gosta. Questione e não pare de buscar conhecimento. E não há conhecimento mais prazeroso do que a leitura.

Silvio Costta é formado em Jornalismo, licenciado e pós- graduado em Filosofia pela Unesp. Ator profissional, músico autodidata e escritor com 22 obras publicadas; entre infantis, juvenis e pedagógicos, percorre o país espalhando o bom de ler! Tem trabalhos focados na primeira infância e estímulo à leitura com públicos diversos. Com poesia, prosa e música, realiza palestras, oficinas, contações de histórias, tudo para incentivar o amor à literatura e aos livros!


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Pipas poéticas ganham os céus de Brasília, na revoada do FIL

Foi na manhã desta sexta-feira (14) que as crianças de Brasília empinaram poesias, sonhos, artes e emoções pelos ares. Na revoada poética da terceira edição do Festival Itinerante de Leitura, 160 crianças do SESC Ceilândia e mais outras que vieram espontaneamente participaram do pipaço pelo empoderamento infantil na Esplanada dos Ministérios.

Antes de levar aos céus as pipas customizadas por elas mesmas e outras com textos e ilustrações de escritores e artistas que participaram desta e de outras edições do FIL, elas se deliciaram com os textos, declamaram seus versos e ouviram histórias e músicas contadas e cantadas por Alessandra Roscoe.

Foi uma festa linda e colorida, um dia de literatura pelos ares e pelos corações.