Uni duni Ler Todas as Letras é um projeto de incentivo à leitura voltado principalmente para bebês e idosos. Tem patrocínio do Fundo de Apoio à Cultura – FAC, da Secretaria de Cultura do Governo do Distrito Federal e vai realizar, gratuitamente, leituras públicas, rodas de histórias e cantigas e oficinas com a participação de escritores, ilustradores e contadores de história.


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Um bom livro precisa ter respeito pelo público infantil, diz Dilan Camargo, em entrevista

Dilan Camargo é um premiadíssimo escritor de livros infantis, entre eles Açorianos de Literatura Infantil, da Prefeitura Municipal de Porto Alegre, Livro do Ano da Associação Gaúcha de Escritores, Troféu Palavra Viva. Dois de seus livros infantis foram selecionados para o Catálogo da Feira do Livro de Bolonha, na Itália e dois deles indicado para o Prêmio Jabuti  em 2013 e 2014.
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Dilan e o vampiro Argemiro (seu personagem), na EMEF Moradas da Hípica – Porto Alegre.
O escritor é convidado de honra do III Festival Itinerante de Leitura. Saiba um pouco mais  sobre ele nessa entrevista exclusiva ao blog Uniduniler.
Uniduniler: Como começou o seu envolvimento com a literatura e quando se descobriu escritor?
Dilan: Quando ainda era estudante de Direito na UFSM, em Santa Maria. Mostrei alguns poemas para um colega que era um ávido e qualificado leitor, principalmente de Cecília Meireles. Ele me falou: “Há dois tipos de poetas: um que gosta de ler poesia, como eu. E outro, o que pode escrever poesia. Tu pode ser um deles”. Fui para a biblioteca pública e li a poesia de Cecilia. Decidi me tornar um escritor, um poeta. Que pretensão! Até hoje leio, releio, e reaprendo a arte de escrever.
Uniduniler: De onde surgiu o interesse em escrever para crianças?
Dilan: Quando nasceu a minha primeira filha, Graziela, que hoje é mãe da Anabel e da Laura. À noite, quando não lecionava, lia para ela, antes dela dormir. Diante do “Isto ou aquilo” da Cecília e do livro “Samba da Girafa” de Eduardo Degrazia, comecei a escrever poemas para crianças. Publiquei então, “O embrulho do Getúlio”, pela Mercado Aberto, que foi muito bem recebido pelas crianças, pais e professoras. De lá para cá, já publiquei cerca de uma dúzia de livros de poesia, somente para o público infantil.
Uniduniler:  O que um bom livro infantil deve ter?
Dilan: Honestidade estética, respeito pelo público infantil. Na poesia, principalmente, procuro a ludicidade das palavras, as sonoridades, as rimas, as supresas e o encantamento da linguagem, o jogo das palavras criativo, sensível e inteligente. Busco a expressão inocente da literatura, que não pretende normatizar, ensinar, treinar mentes e espíritos. Cada verso de um poema precisa ser uma corda de violão com a qual a criança cante e toque com a sua imaginação.
Uniduniler: Qual é a sensação de estar frente a frente com o púbico infantil?
Dilan: Alegria! Liberdade! Confiança na vida. Já participei de vários e vários encontros, desde com públicos pequenos até com multidões mesmo, e é sempre uma primeira vez, um desafio de entrega às crianças, quando esqueço a minha idade e puxo a fila de um grande recreio de palavras, de rimas, de leitura em voz alta, numa busca de interação completa com a alma infantil. Readquiro nova alma.
Uniduniler: Há alguma surpresa reservada para o encontro do Festival Itinerante de Leitura?
Dilan: Surpresa é surpresa, não é? Ela fica presa na ponta da língua, louca para sair, mas eu não deixo. Eu já sei que vou me surpreender, em algum momento, porque isso sempre acontece quando as crianças se soltam na poesia.
DILAN CAMARGO é escritor com vários livros publicados para o público infantil, juvenil e adulto. Recebeu o Prêmio Açorianos de Literatura Infantil, da Prefeitura Municipal de Porto Alegre. Recebeu por três vezes o Prêmio Livro do Ano, Melhor livro infantil, Melhor Livro Narrativa Curta e Melhor Livro de Poesia da Associação Gaúcha de Escritores. Dois de seus livros foram selecionados para o Catálogo de Bolonha, e outros dois foram indicados para o Prêmio Jabuti em 2013 e 2014. Patrono da Feira do Livro de Porto Alegre em 2015 e de várias cidades do interior do Rio Grande do Sul.


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Oficina Brincar de Ler na Primeira Infância -Coordenação Regional de Ensino de Brazlândia

Ela pede que fechemos os olhos e esfrega com as mãos uma corrente de metal. O tilintar dos aros batendo uns contra os outros viram, na imaginação dos ouvintes, uma panela de pressão, um trem, uma peneira que que separa as pedrinhas da areia, uma festa de formigas sapateadoras.

O som é o primeiro sentido que se desenvolve nos seres humanos. A partir do quarto mês de gestação, os bebês já ouvem. Por isso, recomenda-se conversar, colocar músicas e ler para quem está dentro da barriga. Depois que sai de lá, o bebê ainda é muito atraído pelo que atiça a audição: as rimas, a sonoridade das palavras, as onomatopeias, os instrumentos. Por isso, os barulhos, as músicas, os fonemas que se repetem, são, na opinião de Alessandra Roscoe, as principais ferramentas para atrair as crianças para a brincadeira de ler.

Ao sentido da audição pode ser acrescentado o tato; com o manejo dos personagens do livro, das diferentes texturas, da sensação de água escorrendo que um tecido gelado passando pela pele traz. Pode ser com uma bola de contato que, puxa, de volta, as mentes dispersas, por meio de uma massagem colorida.

As cores e a escuridão, as figuras, as teatralizações, as expressões faciais, enchem os olhos. Os aromas e os sabores podem ser sugeridos imaginados, ou trazidos mesmo à leitura, com um perfume, uma fruta, um brigadeiro de chuchu.

E assim, nesta quarta-feira, Alessandra Roscoe mostrou, na Oficina Brincar de Ler, na Coordenação Regional de Ensino de Brazlândia, como é possível fazer com que as histórias sejam encantadoras para crianças, adultos, pessoas com deficiências, idosos, todos que têm asas para voar na imaginação.

 

 


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Formação em Leituras Sensoriais com Bebês – Centro de Educação Infantil 04, Taguatinga

Não diga que bebês não prestam atenção em histórias. Eles adoram! Mas não espere que eles se prendam a um livro apenas por conta de seu roteiro ou pelas ilustrações, por mais surpreendente ou magníficas que sejam. Eles precisam da mediação! Quanto menor a criança, mais ávida por estímulos ela é.

Agradar esse exigente público, porém, não é difícil. Eles são essencialmente sensíveis, têm um gosto extremamente refinado, marcado por sutilezas e constantes deslumbramentos. Algumas ferramentas adotadas para cativar a percepção dos estimáveis espectadores foram apresentadas pela escritora Alessandra Roscoe às professoras e pedagogas do Centro de Educação Infantil 04 de Taguatinga, nesta quarta-feira.

São sons, suaves e evocativos; texturas e cores delicadas; personagens que saem das histórias em papel e se tornam palpáveis, experimentáveis, saboreáveis, cheiráveis e disponíveis em todas mais sensorialidades que eles têm e que são incompreensíveis aos adultos.

Uma borrifada de perfume no ar os carrega a um Jardim Encantado. Instrumentos como  o Girassino e o Ocean Drum (criação do Circo Udigrudi) ou o sino de chaves (artesão local) direcionam os sentidos e a atenção  para um mundo lúdico, para o mar, para o reino da fantasia. Com abelhas, borboletas, minhocas e flores nas mãos, eles começam a embarcar em uma viagem metafórica.

Depois de sentirem-se elas mesmas arrebatadas pela multissensorialidade da leitura e suas diversas possibilidades, as participantes da formação puderam ocupar com mais consciência o lugar de ouvinte, de receptor, de interagente da literatura e, daqui pra frente, espera-se, não vão ler histórias para bebês da mesma forma.


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Oficina de Formação em leitura afetiva para terceira idade – Centro de Cultura e Desenvolvimento do Paranoá

O encantamento dos leitores pelos livros foi o tema chave do primeiro evento preparatório do Festival Itinerante de Leitura, na sua terceira edição. Com um público formado essencialmente por alfabetizadoras em formação continuada, o encontro foi enriquecido pelas leituras e histórias da escritora Alessandra Roscoe.

Munida de livros de vários autores premiados e reconhecidos, como Stella Maris Rezende e Dilan Camargo – convidados especiais dessa edição do Festival – e de muitas histórias de verdade e imaginárias, a autora incentivou as espectadoras a usar as memórias como fio condutor das interações com as pessoas idosas.

Estratégias como promover a leitura das imagens dos livros e resgatar lembranças através dos sentidos e da música fizeram parte dos ensinamentos compartilhados na oficina. Para Maria de Lourdes Pereira dos Santos, coordenadora do Programa DF Alfabetizado da Secretaria de Educação no Paranoá, a formação foi muito produtiva.

“Alessandra trouxe atividades que despertam a vontade da leitura e que vão auxiliar em sala de aula. As alfabetizadoras terão, com certeza, uma melhor performance na hora de apresentar os livros”, opinou.

Ana Veras, alfabetizadora de crianças e adultos que participou da formação, descobriu que a leitura afetiva é muito mais do que apenas dizer o que está escrito: “Não é só pegar o livro e ler. Você tem que encantar o leitor, seja criança, seja adulto, para que ele tenha prazer para ler e para se manter leitor. Aprendi muito hoje”.

 

 


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Dada a largada para mais uma caravana literária: começa o III Festival Itinerante de Leitura UniduniLer todas as letras!

Quem não se emociona com a turma do “nunca é tarde”? Para os idosos que estão em processo de alfabetização, a leitura afetiva tem um valor muito especial. Por isso, o primeiro evento preparatório da terceira edição do Festival Itinerante de Leitura UniduniLer todas as letras é dedicado a formar leitores de histórias para a terceira idade. Hoje, para aquecer o friozinho deste quase fim de julho, às 19h30, no Paranoá, com Alessandra Roscoe!

Cartaz preparatória do Paranoá

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