Uni duni Ler Todas as Letras é um projeto de incentivo à leitura voltado, principalmente, para bebês, idosos, pessoas com necessidades especiais, hospitalizadas ou em situação de vulnerabilidade social. Realiza, desde 2013, leituras públicas, rodas de histórias e cantigas, leituras sensoriais, formação de mediadores de leitura sempre com a participação de escritores, ilustradores, mediadores de leitura, contadores de história. e músicos, que numa caravana poética, itineram por creches, asilos, hospitais e abrigos, livros, afetos, muitos versos e muita prosa!


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Bebês experimentam a palavra no Museu da República

Lendo sons, lendo gestos, lendo as expressões faciais, o tom da voz. Lendo cores, aromas, texturas. Lendo com olhos, ouvidos, paladar. Esfrega na cabeça, põe na boca, cheira. Que gosto tem? Os bebês são ávidos leitores. Eles leem o mundo todo o tempo todo com todos os sentidos que têm. E tem gente que diz que bebê não lê. Acredita?

Hoje (2), no Museu da República, os bebês Experimentaram a Palavra nas Apresentações de Leitura Sensorial, Histórias e Cantigas para Bebês do V Festival Itinerante de Leitura. No colo, na voz e na melodia de Inesa Markava e Raquel Gomes, convidadas do Festival, eles provaram com todos os sentidos o sabor da afetividade.

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Inesa Markava e Raquel Gomes conduzem a Formação de Leitura e Arte para bebês

“O bebê capta tudo.” É partindo desse pressuposto que Raquel Gomes usa diversas técnicas para explorar todo o potencial cognitivo dos bebês. Em Portugal, nos encontros artísticos que ela promove com bebês de recém-nascidos a seis anos, a voz, a melodia, as expressões faciais, empregadas com muita habilidade e sensibilidade criam a ponte de comunicação com os pequenos que ainda não falam.

As músicas criteriosamente escolhidas podem ser acompanhadas por instrumentos suaves como a kalimba, presentes como o violão e instigadores como um ovo chocalho. No momento de interação, materiais naturais como folhas de árvores, paus de canelas, toquinhos animam os bebês.

“Os rituais são muito importantes porque eles percebem as sequências: a hora de usar e de guardar um instrumento, por exemplo. É ele quem tem que guardar. Não o adulto tirar dele. Aos poucos eles compreendem”, explica Raquel.

O momento da contemplação, exemplificado na aula aberta pelo balé de Inesa Markava acompanhada pela música clássica também têm sua vez, ou momentos de silêncio total. Seguido pela movimentação, momento em que todos dançam e brincam.

Todos os momentos são conduzidos sem serem anunciados. Com a canção do adeus elas se despedem dos pequenos.

Foi mostrando na prática que ambas as convidadas do V Festival Itinerante de Leitura fizeram a Formação Primeira Infância – Leitura e arte para bebês, na manhã desta quinta-feira (2), no auditório do Museu da República.


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Agosto promete muitas emoções no V Festival Itinerante de Leitura!

Depois de encontros muito especiais em junho aqui ,  aqui e  em julho aqui, o Uniduniler todas as letras faz uma pausa de 15 dias na programação de eventos do V Festival Itinerante de Leitura para preparar as etapas especiais com os convidados desta edição.

Já a partir do dia 02 de agosto, uma caravana poética formada por escritores, ilustradores, mediadores de leitura e arte educadores do Distrito Federal, do Rio de Janeiro, de São Paulo e de Portugal vai percorrer creches, casas de idosos, hospitais, casa abrigo e um assentamento rural, com eventos gratuitos para promover em leituras partilhadas e cheias de afeto um mundo simbólico e imaginário que só a literatura e a arte são capazes de construir.

Serão 16 eventos, todos gratuitos onde leitores (e mesmo quem nunca sequer chegou perto de um livro) poderão ver os próprios autores lendo e falando de seus livros, de seus processos criativos e das muitas leituras possíveis! O V Festival Itinerante de Leitura vai passar por nove cidades do DF.

Entre os convidados desta edição estão as arte-educadoras  Inesa Markava ( Bielorrússia) e Raquel Gomes, especialistas em arte para a primeira infância do Berço da Artes da Sociedade Artística e Musical de Pousos, em Leiria, Portugal; os escritores: Alex Gomes ( RJ), Penélope Martins (SP), os ilustradores Alexandre Rampazo (SP) e Cris Alhadeff (RJ) e a prata da casa, escritores e ilustradores de Brasília, já com trajetória consagrada na literatura e com reconhecimento no Brasil e no exterior, como, Roger Mello ( único sulamericano a receber o Hans Christian Andersen de Ilustração, considerado o Nobel da Literatura para a infância), Tino Freitas, (autor de vários livros premiados e selecionados em listas de melhores publicações para infância) e a coordenadora do Festival, a escritora e jornalista Alessandra Roscoe (finalista do prêmio Jabuti, categoria livro infantil) que dividirão suas leituras também com nomes que despontam entre os autores contemporâneos como Dad Saquarisi, Adriana Nunes, Romont Willy e Gabriel Guirá.

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Quanto tempo tem?

O tempo é uma verdade relativa. Ele passa. É verdade. Passa rápido demais quando a gente quer que ele pare. E para, quando a gente tem pressa. Ele vai longe, quando a cabeça vai ficando branquinha. Mas volta. Na memória. No coração, ele não manda nada. Porque lá no fundo, a infância é vívida, mesmo pra quem já passou dos 70.

É assim com o grupo de idosos do Ativar Terceira Idade.  Eles participaram nesta quinta-feira, 12, do Acordar infâncias: Leitura Partilhada com idosos, evento do V Festival Itinerante de Leitura, no Salão de Festas do Condomínio Jardim Botânico VI.

Juntando os retalhos das lembranças daquele tempo tão saudoso, eles costuraram o tempo numa grande colcha de sentimentos. Para aquecer o frio do corpo cansado e para ser pano de brincar também.


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Da educação à revolução pelas mãos dos jovens

 

Crianças não. Faz um tempinho já. Mas a literatura que era dos pequenos serviu muito bem para a juventude consciente do Gama. As mentes ativas, a racionalidade curiosa e a atitude de gente pensante do Centro de Educação Fundamental 15 mostram que a educação é a mais poderosa ferramenta de revolução da sociedade. Quebra os paradigmas, reverte a ordem social e prova que o que falta é oportunidade.

Na tarde de hoje, cerca de trinta jovens dessa escola puderam experimentar a leitura de uma forma diferente: falaram de coisa séria, como assédio; mas também passearam pelos contos de fadas, mergulharam no imaginário dos livros; leram segredos escondidos Atrás do Olho Fechado da Alessandra Roscoe e brincaram como crianças que não são mais tocando a campainha da casa do Tino Freitas. E o melhor: todos saíram do encontro com dois livros para chamarem de seus e autografados pelos escritores.

Que essa oportunidade seja bem aproveitada e que a experiência tenha plantado uma semente de revolução nas cabecinhas geniosas dessa galera.


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Com pipas e memórias, está aberto o V Festival Itinerante de Leitura

Tá sentindo? Consegue notar? Tem poesia no ar! Poesia que voa. Voa como pipa. Voa na pipa. É a pipa poética. Uma, duas, três, várias! Empinadas pelas mãos das crianças e adolescentes de São Sebastião, elas ganharam os céus da capital para abrir, com alegria e cor, o V Festival Itinerante de Leitura. Pelos poderes investidos ao Uni Duni Ler Todas as Letras, está declarada aberta hoje (18) mais uma temporada de sorrisos, lágrimas, memórias, cantigas, histórias e diversão.

O evento inaugural, no Centro de Convivência de Idosos de São Sebastião começou pela Formação em Leitura Afetiva para a Terceira Idade, com alunas do curso de Viveiricultura, do Instituto Federal de Brasília e para o público em geral. Elas aprenderam, com Alessandra Roscoe, a puxar o fio da memória e desnovelar lembranças escondidas na Caixinha de Guardar o Tempo.

Pouco a pouco elas saíram e, como as pipas, voaram para fora dos corações, explodiram pelos olhos e pelas bocas em gargalhadas e soluços. Saiu cheiro de bolo, perfume de mãe, sabor de algodão doce, de canjica, de estripolia da meninice de quem pulava em montanhas de algodão. E tudo que estava dentro partiu pro céu.