Uni duni Ler Todas as Letras é um projeto de incentivo à leitura voltado, principalmente, para bebês, idosos, pessoas com necessidades especiais, hospitalizadas ou em situação de vulnerabilidade social. Realiza, desde 2013, leituras públicas, rodas de histórias e cantigas, leituras sensoriais, formação de mediadores de leitura sempre com a participação de escritores, ilustradores, mediadores de leitura, contadores de história. e músicos, que numa caravana poética, itineram por creches, asilos, hospitais e abrigos, livros, afetos, muitos versos e muita prosa!


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Oficina Brincar de Ler na Primeira Infância -Coordenação Regional de Ensino de Brazlândia

Ela pede que fechemos os olhos e esfrega com as mãos uma corrente de metal. O tilintar dos aros batendo uns contra os outros viram, na imaginação dos ouvintes, uma panela de pressão, um trem, uma peneira que que separa as pedrinhas da areia, uma festa de formigas sapateadoras.

O som é o primeiro sentido que se desenvolve nos seres humanos. A partir do quarto mês de gestação, os bebês já ouvem. Por isso, recomenda-se conversar, colocar músicas e ler para quem está dentro da barriga. Depois que sai de lá, o bebê ainda é muito atraído pelo que atiça a audição: as rimas, a sonoridade das palavras, as onomatopeias, os instrumentos. Por isso, os barulhos, as músicas, os fonemas que se repetem, são, na opinião de Alessandra Roscoe, as principais ferramentas para atrair as crianças para a brincadeira de ler.

Ao sentido da audição pode ser acrescentado o tato; com o manejo dos personagens do livro, das diferentes texturas, da sensação de água escorrendo que um tecido gelado passando pela pele traz. Pode ser com uma bola de contato que, puxa, de volta, as mentes dispersas, por meio de uma massagem colorida.

As cores e a escuridão, as figuras, as teatralizações, as expressões faciais, enchem os olhos. Os aromas e os sabores podem ser sugeridos imaginados, ou trazidos mesmo à leitura, com um perfume, uma fruta, um brigadeiro de chuchu.

E assim, nesta quarta-feira, Alessandra Roscoe mostrou, na Oficina Brincar de Ler, na Coordenação Regional de Ensino de Brazlândia, como é possível fazer com que as histórias sejam encantadoras para crianças, adultos, pessoas com deficiências, idosos, todos que têm asas para voar na imaginação.

 

 

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Formação em Leituras Sensoriais com Bebês – Centro de Educação Infantil 04, Taguatinga

Não diga que bebês não prestam atenção em histórias. Eles adoram! Mas não espere que eles se prendam a um livro apenas por conta de seu roteiro ou pelas ilustrações, por mais surpreendente ou magníficas que sejam. Eles precisam da mediação! Quanto menor a criança, mais ávida por estímulos ela é.

Agradar esse exigente público, porém, não é difícil. Eles são essencialmente sensíveis, têm um gosto extremamente refinado, marcado por sutilezas e constantes deslumbramentos. Algumas ferramentas adotadas para cativar a percepção dos estimáveis espectadores foram apresentadas pela escritora Alessandra Roscoe às professoras e pedagogas do Centro de Educação Infantil 04 de Taguatinga, nesta quarta-feira.

São sons, suaves e evocativos; texturas e cores delicadas; personagens que saem das histórias em papel e se tornam palpáveis, experimentáveis, saboreáveis, cheiráveis e disponíveis em todas mais sensorialidades que eles têm e que são incompreensíveis aos adultos.

Uma borrifada de perfume no ar os carrega a um Jardim Encantado. Instrumentos como  o Girassino e o Ocean Drum (criação do Circo Udigrudi) ou o sino de chaves (artesão local) direcionam os sentidos e a atenção  para um mundo lúdico, para o mar, para o reino da fantasia. Com abelhas, borboletas, minhocas e flores nas mãos, eles começam a embarcar em uma viagem metafórica.

Depois de sentirem-se elas mesmas arrebatadas pela multissensorialidade da leitura e suas diversas possibilidades, as participantes da formação puderam ocupar com mais consciência o lugar de ouvinte, de receptor, de interagente da literatura e, daqui pra frente, espera-se, não vão ler histórias para bebês da mesma forma.


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Oficina de Formação em leitura afetiva para terceira idade – Centro de Cultura e Desenvolvimento do Paranoá

O encantamento dos leitores pelos livros foi o tema chave do primeiro evento preparatório do Festival Itinerante de Leitura, na sua terceira edição. Com um público formado essencialmente por alfabetizadoras em formação continuada, o encontro foi enriquecido pelas leituras e histórias da escritora Alessandra Roscoe.

Munida de livros de vários autores premiados e reconhecidos, como Stella Maris Rezende e Dilan Camargo – convidados especiais dessa edição do Festival – e de muitas histórias de verdade e imaginárias, a autora incentivou as espectadoras a usar as memórias como fio condutor das interações com as pessoas idosas.

Estratégias como promover a leitura das imagens dos livros e resgatar lembranças através dos sentidos e da música fizeram parte dos ensinamentos compartilhados na oficina. Para Maria de Lourdes Pereira dos Santos, coordenadora do Programa DF Alfabetizado da Secretaria de Educação no Paranoá, a formação foi muito produtiva.

“Alessandra trouxe atividades que despertam a vontade da leitura e que vão auxiliar em sala de aula. As alfabetizadoras terão, com certeza, uma melhor performance na hora de apresentar os livros”, opinou.

Ana Veras, alfabetizadora de crianças e adultos que participou da formação, descobriu que a leitura afetiva é muito mais do que apenas dizer o que está escrito: “Não é só pegar o livro e ler. Você tem que encantar o leitor, seja criança, seja adulto, para que ele tenha prazer para ler e para se manter leitor. Aprendi muito hoje”.

 

 


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Dada a largada para mais uma caravana literária: começa o III Festival Itinerante de Leitura UniduniLer todas as letras!

Quem não se emociona com a turma do “nunca é tarde”? Para os idosos que estão em processo de alfabetização, a leitura afetiva tem um valor muito especial. Por isso, o primeiro evento preparatório da terceira edição do Festival Itinerante de Leitura UniduniLer todas as letras é dedicado a formar leitores de histórias para a terceira idade. Hoje, para aquecer o friozinho deste quase fim de julho, às 19h30, no Paranoá, com Alessandra Roscoe!

Cartaz preparatória do Paranoá