Uni duni Ler Todas as Letras é um projeto de incentivo à leitura voltado, principalmente, para bebês, idosos, pessoas com necessidades especiais, hospitalizadas ou em situação de vulnerabilidade social. Realiza, desde 2013, leituras públicas, rodas de histórias e cantigas, leituras sensoriais, formação de mediadores de leitura sempre com a participação de escritores, ilustradores, mediadores de leitura, contadores de história. e músicos, que numa caravana poética, itineram por creches, asilos, hospitais e abrigos, livros, afetos, muitos versos e muita prosa!


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Festival leva alegria, música e histórias a deficientes abandonados pelas famílias

Não há deficiência física ou neurológica que limite o amor. Com os olhos, com os sorrisos, com a voz e gestos, mesmo que incontrolados, eles respondiam a cada acorde do violão, ao som da voz afetiva que contava histórias, à melodia das canções que tocavam os corações. Lá, não havia pacientes, muito menos abandonados. No reino da imaginação,que se instalou na Vila do Pequenino Jesus, todos tinham asas e voavam alegres e livres.

A última ação do III Festival Itinerante de Leitura, nesta sexta (16) foi mais que especial. A atmosfera era de puro carinho, tanto dos cuidadores, quanto dos internos. Amor que chegou até nós, promotores do evento, emocionando, como sempre, mas com tamanha intensidade que nos cativou. Queremos e vamos voltar!

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Grupo Ativar Terceira Idade compartilha emoções em encontro do Festival

Do varal de palavras saiam as inspirações que iam buscar lá no fundo das lembranças resgatar histórias. Algumas enchiam a caixinha de guardar o tempo de lágrimas, outras, de risos, outras, de saudades. A amiga de infância, as comidinhas lá da terra natal, as estripulias da meninice, o primeiro beijo, a falta que a mãe faz. A cada recordação, emoções compartilhadas e reconhecidas como próprias. Na leitura do outro e dos livros, a releitura da própria vida.

Assim, os idosos do Grupo Ativar Terceira Idade, participaram do encontro promovido pelo III Festival Itinerante de Leitura neste domingo (11), no Condomínio Jardim Botânico VI. A partilha de momentos de profundos e intensos marcou o evento. As dores pela perda de entes queridos, das palavras não ditas, dos sonhos não realizados, do perdão que não pôde ser concretizado dividiram espaço com as doces memórias do início de namoro, do tempo em que os filhos eram pequenos, das peripécias da juventude.

Com a sabedoria de quem viveu tempo suficiente para amadurecer, reconheceram, ao fim, que tudo faz parte da vida e que tudo passa. E o que importa, de verdade, é viver com alegria e gratidão.


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Tudo o que cabe em um livro e mais um pouco

Cabe juramento de infância eterna, botija fantasma cheia de pataca de ouro, gato almirante, general, máquina de lavar roupas, pato, gato, porco, lobo, vaca e uma campainha bem barulhenta? O que cabe dentro de um livro?

Além de muitas histórias, as crianças da Escola Parque 308 Sul descobriram nesta quinta-feira, que, dentro de um livro, cabe imaginação, sonho, fantasia, determinação, amor. Primeiro descobriram que todas as crianças nascem sabendo desenhar. O problema é que quando vai ficando adulta, vai esquecendo… Quem disse isso foi o Ítalo Cajueiro, ilustrador que mostrou que é possível desenhar quase tudo usando formas geométricas simples, como bolinhas.

Natalia Calamari, Rodrigo Mafra, Romont Willy e Adriana Nunes também mostraram para os pequenos que há muitas formas de escrever histórias com desenhos. Enquanto os escritores liam suas histórias, eles ilustraram, ao vivo, suas concepções. Os resultados encantaram os expectadores.

Depois, eles descobriram que ler não pode ser uma obrigação. Com João Bosco Bezerra Bonfim, perceberam que o cordel é um jeito rimado de contar qualquer história, inclusive as mal assombradas. Ele contou Botija Encantada, que arrepiou os cabelinhos do braço e atrás da orelha por conta de uma panela de pataca de ouro que precisava ser encontrada pra dar sossego à alma penada.

Depois riram com Adriano Siri e sua história maluca do gato almirante escondido debaixo da máquina de lavar que transformou o pai em um general em alto mar. Só lendo pra entender…

A molecada brincou de ler com o Tino Freitas e sua casinha minúscula que cabia pato, gato, porco, lobo e até uma vaca pintada. Quem quer brincar comigo? Então corre, antes que alguém mais toque a campainha.

Pra finalizar, uma surpresa: a mais nova escritora do pedaço: Luiza Roscoe Cavalcante. A mamãe coruja, Alessandra Roscoe, contou a história que Luiza escreveu para o livro Filhos de Peixe, com textos de crianças filhas de escritores. Pausa para o momento emoção.

Assim, todas as crianças descobriram que num livro cabe muito mais do que se imagina e que, além de nos levar para lugares incríveis, também serve para divertir, brincar, colorir, seduzir. Também descobriram que podem, simplesmente, passar para o outro lado e, contar suas histórias com palavras ou desenhos e encantar a todos com sua realidade criativa.